Quem
escolhe ser professor, geralmente faz essa opção porque quer ajudar os alunos a
melhorarem de vida por meio do estudo. No entanto, nem todos estão preparados
para ouvir certos conselhos.
Paulo era um desses professores, costumava parar sua aula para conversar com os alunos e fazê-los valorizar o estudo. Explicar o que eles teriam de fazer para serem alguém na vida.
Paulo era um desses professores, costumava parar sua aula para conversar com os alunos e fazê-los valorizar o estudo. Explicar o que eles teriam de fazer para serem alguém na vida.
Porém,
entre os alunos, havia uma garota chamada Roselene, que visivelmente tinha
problemas de deficiência intelectual e estava muito empolgada com um celular
que acabara de ganhar.
No
meio da aula de Matemática, Roselene estava manuseando o seu novo aparelho e
digitando algumas coisas, quando Paulo viu o que estava ocorrendo e disse:
-
Roselene, você tem que estudar para ser alguém na vida! Veja o seu
comportamento, veja a sua vida, é isso que você quer?
Nisso,
Roselene, ignorando o professor, digita algumas coisas em seu celular e mostra
para o colega de trás. Observando a cena, Paulo desistiu de tentar conversar
com a garota.
Ao
chegar à sala dos professores, o professor estava revoltado, dizendo que tinha
sido ignorado por tentar ajudar uma aluna. Quando perguntei quem era e ele
respondeu que era Roselene, eu até fiquei feliz, pois a menina não sabia
escrever nada, nem sequer reconhecer números, pelo menos estava fazendo alguma
coisa.
Depois
do momento de felicidade, pensei com meus botões: “A que ponto eu acabei
chegando, ficar feliz por uma aluna de 7º ano estar a caminho de reconhecer
letras e números. Meu Deus!”.

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