segunda-feira, 27 de junho de 2016

Cada nome exótico...

        No início da minha carreira, eu era muito inexperiente e essa falta de experiência me fazia passar por situações constrangedoras. Lembrando que eu tinha muita dificuldade de segurar o riso.
        Eu recebia a lista de nomes e me atrevia a fazer a chamada imediatamente, coisa que eu não faço mais. Hoje eu recebo a lista, leio os nomes, se eu tiver dúvidas, pergunto a alguém sobre a pronúncia do nome e, aí sim, eu faço a chamada.
         Alguns nomes muito exóticos que encontrei pelo caminho: Bruce Waine, Leidedaiana, John Lennon, Elton John, Greiciskely, Santo (que de santo não tinha nada), Mardison (vulgo Mardição, de tão bagunceiro que era). Um muito exótico que era Buci Tildes, eu acho que os pais quiseram fazer uma homenagem à atriz Brooke Shields, não sei. Fora as misturas que gostam de fazer para homenagear avós, como Valdicleison, mistura de Valdete com Cleison, Ermicídio, mistura de Ermínia com Delcídio, entre outros. Além desses, ainda há as variações: Michel, Michael, Maicon, Máicou, Maicow, Mikael, que a gente nunca sabe a pronúncia ao certo. Fazer o quê? Nome não vem com pronúncia.
         Mas um episódio que eu não esqueço foi quando entraram duas alunas novas na sala e eu acabei perguntando da minha mesa quais eram seus nomes, para que eu os anotasse em minha caderneta.
      Uma delas falou o nome e sobrenome direitinho e eu anotei, a outra falava seu primeiro nome, seu nome do meio e quando chegava ao sobrenome, eu não conseguia entender, pois ela o pronunciava muito baixo.
      Sem me tocar do que estava acontecendo, eu pedi que falasse seu nome mais alto e ela continuava fazendo a mesma coisa, falava seu primeiro nome, seu nome do meio e quase sussurrava seu sobrenome. Eu fiz uma cara de quem não entendeu novamente.
      Percebendo que eu iria perguntar mais uma vez, a garotinha da frente me alertou, sussurrando:
         - É “Pinto”, professora...
         Ai, meu Deus. Foi uma das ocasiões mais difíceis de segurar o meu riso.



segunda-feira, 18 de abril de 2016

"Tá escrito HOME no livro de INGREIS"

“Tá escrito HOME no livro de INGREIS”

Uma das coisas que me levaram a ser professora é o gosto por ensinar e, por meio do ensino, ajudar a abrir as mentes dos alunos e despertá-los para novas possibilidades em suas vidas.
Acredito que muitos dos meus colegas escolheram essa profissão pelo mesmo motivo, por acreditarem no poder do conhecimento para a construção de um mundo melhor. No entanto, embora a maioria dos meus colegas dê o melhor de si em suas aulas, muitas vezes, há uma confusão no entendimento dos alunos.
Um exemplo muito interessante foi quanto uma professora de História explicava com muito entusiasmo sobre a escravidão no Brasil, como os escravos eram trazidos, o que acontecia com eles, enfim uma tremenda aula. De repente, um garotinho diz:
- Minha mãe tem um monte de escravos em casa!
- Como? – perguntou a professora assustada com o comentário – Como sua mãe tem escravos em casa?
- É, minha mãe plantou um monte de “escravos” no jardim. – referindo-se com muito orgulho aos cravos que sua mãe havia plantado no jardim de sua casa.
A professora teve que explicar a diferença entre cravos e escravos ao garotinho. Mas, imaginem o que se passava na cabeça do menino enquanto ela explicava sobre todo o processo da escravidão!
Numa outra aula, agora de Geografia, a professora explicou sobre a Rosa dos Ventos e, como é muito comum, ensinou aos alunos como se desenha a tal rosa.
Ao dar uma prova dessa matéria, a professora não conseguia decifrar a resposta de uma aluna e ao chamá-la para perguntar sobre o que ela havia respondido, a garotinha respondeu como se fosse algo óbvio:
- É a “Rosa do Ventre”, professora!
No meu caso, como professora de Inglês, me deparo com situações “cacofônicas” das palavras em inglês. Por exemplo, quando faço a pronúncia dos verbos irregulares:
Come – came – come, cuja pronúncia é, mais ou menos câm, quêim, câm. Alguns alunos perguntam, maliciosamente: “Quem come quem?”
Give – gave – given, cuja pronúncia do gave lembra gay, e os alunos riem nesse momento.
E o mais nojento de todos: Meet – met – met, cuja pronúncia fica, mais ou menos mit, méti, méti. Nesse momento, já presenciei alunos comentando: “Esse tal de Mit é safado, hein!”
Além desses exemplos, eu tenho um que ocorreu numa escola rural, na qual eu dava aulas de Português e Inglês. Nessa escola, os alunos costumavam escrever da maneira que falavam, por exemplo: muié (mulher), nóis (nós), campiá (procurar) e eu costumava chamar-lhes a atenção para esse fato e pedir-lhes para que escrevessem corretamente.
Numa ocasião, um aluno gritou para mim, com um ar indignado:
- Professora, a senhora chama a atenção da gente quando nóis  escreve errado, mas aqui no livro escreveram errado também!
- O que está escrito errado? – perguntei assustada.
- Aqui ó! escrito HOME, no livro de ingreis! – apontando muito sério – E o certo é HOMEM!
Tive que segurar o riso e explicar ao menino que HOME em inglês é diferente de HOMEM em português.

Como dizem os sábios: ENSINAR É UMA ARTE!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

EU VOU LHES DIZER ONDE OS ALUNOS ENFIAM O MATERIAL

EU VOU LHES DIZER ONDE OS ALUNOS ENFIAM O MATERIAL

          Lembro-me de quando eu era criança e meus pais tinham que comprar os materiais para que eu pudesse frequentar e escola: lápis, cadernos, régua, borracha, canetas etc.
Era uma alegria muito grande para mim, e acredito que também para meus coleguinhas, adquirir materiais novos no começo de cada ano e me lembro do orgulho que tínhamos ao gastar um lápis até que se tornasse um toquinho, gastar uma caneta até o final ou enchermos um caderno de lições e conseguir terminá-lo sem orelhas ou encardidos. Dava uma impressão de que estávamos estudando muito e que o uso dos materiais era consequência de nosso trabalho árduo.
Hoje em dia, no estado de São Paulo – Brasil, são distribuídos kits de materiais escolares, incluindo cadernos universitários de capa dura, caderno de desenho, compasso, lápis de cor, borrachas, apontadores, régua, esquadro, transferidores etc. e, misteriosamente, um mês após receber esse kit, os alunos se encontram sem borrachas, sem lápis ou canetas.
Quer dizer, nem tão misteriosamente, pois já vi vários usos inusitados desses materiais...
Um dia, eu estava observando a sala e um garoto, de aproximadamente 11 anos, havia feito um corte da extremidade até o centro de uma borracha. Fiquei observando o que ele faria com aquilo.
O garoto prendeu o corte da borracha em seu nariz, formando uma espécie de prendedor e ficou olhando para o garoto de trás para ver se esse achava graça do feito. Porém, o garoto de trás (meio lesado) olhava para o “prendedor” sem reação alguma.
Em outra ocasião, a professora de Artes presenciou outro uso dos materiais: enquanto organizava seus cadernos, ouviu um barulho estranho de pedaços de madeira batendo. Quando ela olhou para a sala, viu dois garotos que conseguiram prender lápis em seus calcanhares, por dentro dos tênis, e faziam uma “luta” de espadas com os lápis. Ela não conseguiu acreditar no que via.
Além dos materiais, o governo costumava distribuir livros paradidáticos, que eram para serem lidos com os alunos em sala de aula e eu, como professora de Português, incentivava a leitura desses livros.
No entanto, uma sala de 9º ano apresentava muitas dificuldades para ler e alguns costumavam ler em voz alta, atrapalhando a concentração dos outros alunos que liam em silêncio. Percebendo que isso acontecia, eu pedi para que os alunos lessem os livros apenas “com os olhos”, sem falar alto.
Quando eu olhei para o fundo da sala, vi um garoto colocando a lombada do livro sobre a ponta do nariz, suspendendo-o e olhando para cada lado do livro com um dos olhos, ficando com uma expressão de porco vesgo.
Além desses usos indevidos, ainda presenciamos folhas em branco jogadas no lixo, com apenas um risco, folhas de caderno transformadas em aviõezinhos ou bolinhas de papel. Canetas e lápis espalhados pelo chão da sala após as aulas, réguas quebradas por terem servido como espadas etc.


Eis apenas alguns exemplos de como os materiais são utilizados pelos alunos. Parece-me que, infelizmente, nem os alunos, nem os pais valorizam o que lhes parece dado “gratuitamente”. PARECE GRATUITO, pois quem tem um pouco de conhecimento sabe que esses materiais saem do nosso bolso e a um preço que SÓ O GOVERNO sabe. 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Professor Betão, a figura

PROFESSOR BETÃO, A FIGURA.

            Como já deixei claro na introdução, os nomes dos colegas e alunos seriam preservados. Sendo assim, Betão não é o nome real do professor de Educação Física em questão. No entanto, quem o conheceu saberá exatamente de quem estou falando e espero que vejam essa narrativa como uma homenagem a uma figura excêntrica e lendária de nossa cidade, que contribuiu tanto com a educação.
            Professor Betão era uma figura, como já havia mencionado, muito excêntrica que conheci nos meados dos anos 80, quando ainda era aluna. Como era formado na época do militarismo, ainda guardava muitos resquícios dessa época: seriedade na face, voz de comando, exigência na disciplina e no cumprimento das atividades físicas, além do treino impecável dos times para os jogos regionais. Era muito respeitado e amado pelos alunos, apesar do seu jeitão.
            Na década de 90, voltei a encontrar o professor Betão, agora como colega de trabalho. Ele continuava do mesmo jeito, porém, percebi que as mudanças na educação e na clientela das escolas públicas fazia com que Betão se frustrasse muito com a falta de interesse e respeito dos alunos. Além da incompreensão da sua excentricidade.
            Gostaria de mencionar que Betão, apesar de já ter passado dos 50 anos, sempre manteve seu físico, alto, magro, porém atlético. No entanto, sempre manteve, também, seu modo de se vestir: boné, apito, camisa polo justa e uma calça de helanca, daquelas antigas, marrons com listras laterais, que tem alça no pé e cadarço na cintura.
            Pelo fato de o professor ser magro e alto com pernas longas, e ainda usar essa calça, que ficava bem esticada em seu corpo, devido às alças e ao cadarço, quando ainda não agravava a “estica” da calça usando suspensório, os alunos começaram a dizer que aquele professor usava uma calça “centro-peito”, remetendo ao modelo saint tropez, dos anos 80, cuja cintura batia quase no peito.
            Os alunos ainda observaram que ele era muito parecido com um personagem de filme chamado Crocodilo Dundee e eu pensava: “Meu Deus! Como podem?”.
            E para arrematar este episódio, falo de um aluno que usava uma calça idêntica à do professor Betão e, logicamente, como os adolescentes não perdem a oportunidade de “zoar” com os outros, começaram a chamá-lo de “Betão”, coisa que esse menino detestava, ao invés de ver como um elogio, e vinha reclamar para mim que estavam chamando-o de Betão.
            Eu, como educadora, pedia para os alunos pararem com o que hoje chamam de bullying. Situação muito difícil, pois não podia falar nada de negativo em relação ao sério professor. Além disso, como já falei antes, eu tenho muita dificuldade de segurar o riso.
            Num certo dia, eu estava escrevendo na lousa e esse menino, que chamavam de Betão, veio pedir para ir ao banheiro e eu o deixei ir. Quando ele voltou, sentou-se em sua cadeira e levantou-se rapidamente, muito revoltado, dizendo: “Professora! Olha o que escreveram no meu caderno!”.
            Quando eu olhei para o seu caderno, vi que alguém tinha escrito BETÃO, com letras garrafais, ocupando toda a extensão da folha.
            Eu sei, teoricamente, que eu jamais deveria ter feito isso, mas quando olhei para aquilo e olhei para a calça do menino, esticada de modo idêntico à do Betão, eu não aguentei... Comecei a rir sem parar e o garoto, sem saber o que fazer, começou a rir junto.

            Depois dessa aula, nunca mais o menino veio reclamar do apelido.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A arte de apelidar

A ARTE DE APELIDAR
            No decorrer de minha carreira, eu fui observando o quanto os alunos são mestres na arte de apelidar as pessoas, seja um colega ou um professor.
            Lembro-me de uma sala em que praticamente todos os meninos tinham apelidos e os mais marcantes, para mim, eram Indião, Batchan, Gazela e Esqueleto. Vamos às descrições:
Indião era um garoto oriental, de pele muito morena, boca reta com lábios grossos e um cabelo negro, grosso e liso que era cortado em franja no meio da testa. Batchan, para quem não sabe, significa vovó em japonês. Esse garoto também era oriental, muito magro e quando ele ria, formavam-se pés-de-galinha ao redor de seus olhos, deixando-o com cara de senhora idosa. Gazela, da mesma sala, não era oriental, era um garoto magro, loiro, miúdo, de dedos finos e voz irritantemente fina, o que o deixava com um ar afeminado, daí o apelido. E acredito que Esqueleto dispense explicações, mas, em todo caso, era um garoto cuja grossura do corpo não ultrapassava o de sua cabeça, praticamente.
Um dia, eu estava terminando a minha aula nessa sala e eu ouvi os alunos falando:
- De quem vai ser a próxima aula?
- Xi! Vai ser da Coruja!
Olhei para o horário pregado na sala e vi que a professora que vinha a seguir tinha características que eu nunca havia associado até então: era gordinha, baixinha e tinha os olhos redondos e arregalados, além de que sua voz lembrava o piado de uma coruja. Perfeito!
Lógico que eu, como professora, também não escapo. Passei por várias escolas e tive vários apelidos: Pikachu, Terremoto, Sindel... Este último foi um dos mais criativos dos quais eu fiquei sabendo, pois essa personagem pertence ao jogo Mortal Kombat e suas características são: matar os oponentes com gritos e chicoteá-los com os cabelos. Genial!
Porém, um dos últimos episódios que vivenciei envolvendo apelidos foi numa época em que fazia muito calor em que acabei comprando três vestidos do mesmo modelo, estilo midi, que tinham uma costura logo abaixo do peito de onde partia a saia e, não sei por que, os alunos viram alguma semelhança entre os meus vestidos e a da personagem Chiquinha do seriado Chaves.
Quando comecei a ir com os vestidos, eu sempre ouvia algum aluno em cada sala falando: “Se tem a Chiquinha, tem que ter o Chaves”. Mas eu nem havia me tocado, no início. Até que essa fala começou a ficar frequente demais e a partir daí, percebi a causa.  
No dia seguinte à percepção, lá veio uma menina com a frase: “Se tem a Chiquinha, tem que ter o Chaves”.
Calmamente respondi, olhando para o nada:
-Tem gente que parece filha do Seu Madruga com a Bruxa do 71 e não se toca.
O ar da sala parou... Os alunos ficaram calados, mas eu parecia ouvir suas vozes dizendo: “Xiii, ela sabe...” ou “A tonta da menina se ferrou”.

E nunca mais eu ouvi a bendita frase...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E tudo começou com o "enxulão",,,

 E TUDO COMEÇOU COM O “ENXULÃO”...

Quando eu comecei a fazer a faculdade de Letras, iniciei também um curso para ser cabeleireira, pensando na possibilidade de montar um salão para trabalhar de dia e dar aulas à noite.
Eu estava gostando muito dos dois cursos, no entanto, eu percebi que uma característica minha atrapalharia muito, se eu optasse por ser cabeleireira: o fato de não conseguir segurar o choro ou o riso. Pois, todos sabem que quando uma cliente vai ao cabeleireiro, quer sair com a autoestima elevada, sentindo-se bonita, e o mesmo vale para os homens.
Durante esse curso, eu me deparei com várias situações, como cabeças tortas, com verrugas ou piolhentas. Além de muitas pessoas que insistem em copiar cortes de famosos e, muitas vezes, não lhes caem bem.
Terminei o curso de cabeleireira e acabei não montando um salão, apenas atendia alguns conhecidos da vizinhança e cortava os cabelos dos meus familiares, porque com eles eu poderia rir à vontade, caso alguém ficasse ridículo.
 Um dia, apareceram aulas livres para eu ministrar e tive que parar com as atividades por falta de tempo. Lembro-me como se fosse ontem, era uma classe de crianças do 6º ano, antiga 5ª série, com meninos muito levados para os quais eu daria aulas de Inglês.
Tudo corria dentro da normalidade, quando numa dessas aulas, eu estava escrevendo na lousa e uma garotinha gritou choramingando:
- Professora, estão me chamando de enxulão!
O termo enxu, aqui no interior de São Paulo, é usado para designar uma colmeia de abelhas ou um enxame de abelhas.
Quando olhei para trás, eu me deparei com a enxulão. Era uma garotinha gordinha, cujo cabelo formava cachos volumosos que se amontoavam no topo de sua cabeça, na hora pensei: “Não é que parece um enxu mesmo?”. Segurei o riso que borbulhava na minha barriga e dei um sermão nos meninos sobre respeito ao próximo.

Ao sair da sala, fiquei refletindo o quanto os alunos são observadores e notam “aquele” detalhe para dar apelidos às pessoas e este vai ser o assunto da próxima postagem.


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Introdução

     Muitos consideram a profissão de professor como massacrante, ingrata e mal paga, demonstrando até um olhar de pena quando dizemos que somos professores. Logicamente, essas pessoas não estão completamente erradas, porém, acredito que se nós vestirmos essa carapuça de vítimas e coitados, não seremos capazes de enxergar a grandeza, a beleza e o grande valor que temos. Aliás, quem tem que reconhecer o nosso valor em primeiro lugar somos NÓS MESMOS! (Modéstia às favas!)
     De acordo com a minha experiência, a partir do momento em que eu passei a reconhecer o meu valor e não me deixar abater pelos comentários alheios, não aceitar menosprezo e não fazer coro com quem desvaloriza a profissão, parece que meu olhar se abriu para as coisas positivas.
     Durante minha carreira de professora, participei de vários episódios engraçados e também ouvi várias narrações muito divertidas dos meus colegas de trabalho.
     O interessante é que quando eu conto essas histórias para pessoas que não trabalham na educação, elas não conseguem acreditar no que estou falando. Talvez, porque elas tenham vivido numa época em que não existia a tal da Progressão Continuada que, aqui no estado de São Paulo, se tornou aprovação automática, como também não existia o Estatuto da Criança e do Adolescente, muito menos as políticas de inclusão que existem no papel, porém, são quase impossíveis de se pôr em prática.
     Outro fato assustador é que quando eu estava fazendo meu mestrado, muitos doutores e pós doutores que estavam fora da escola pública há muito tempo, ou nunca tinham dado aula nesse setor, não conseguiam entender o que se passava em uma sala de aula do século XXI e o agravante é que vários desses acadêmicos tinham ou têm uma influência muito maior que a nossa nas políticas de educação.
     Por meio deste blog, contarei algumas histórias que testemunhei e tentarei mostrar nossa realidade com leveza.
     MEUS COLEGAS DE TRABALHO E ALUNOS PODEM FICAR TRANQUILOS, PORQUE SUAS IDENTIDADES FORAM PRESERVADAS.