Muitos consideram a profissão de professor como massacrante, ingrata e mal paga, demonstrando até um olhar de pena quando dizemos que somos professores. Logicamente, essas pessoas não estão completamente erradas, porém, acredito que se nós vestirmos essa carapuça de vítimas e coitados, não seremos capazes de enxergar a grandeza, a beleza e o grande valor que temos. Aliás, quem tem que reconhecer o nosso valor em primeiro lugar somos NÓS MESMOS! (Modéstia às favas!)
De acordo com a minha experiência, a partir do momento em que eu passei a reconhecer o meu valor e não me deixar abater pelos comentários alheios, não aceitar menosprezo e não fazer coro com quem desvaloriza a profissão, parece que meu olhar se abriu para as coisas positivas.
Durante minha carreira de professora, participei de vários episódios engraçados e também ouvi várias narrações muito divertidas dos meus colegas de trabalho.
O interessante é que quando eu conto essas histórias para pessoas que não trabalham na educação, elas não conseguem acreditar no que estou falando. Talvez, porque elas tenham vivido numa época em que não existia a tal da Progressão Continuada que, aqui no estado de São Paulo, se tornou aprovação automática, como também não existia o Estatuto da Criança e do Adolescente, muito menos as políticas de inclusão que existem no papel, porém, são quase impossíveis de se pôr em prática.
Outro fato assustador é que quando eu estava fazendo meu mestrado, muitos doutores e pós doutores que estavam fora da escola pública há muito tempo, ou nunca tinham dado aula nesse setor, não conseguiam entender o que se passava em uma sala de aula do século XXI e o agravante é que vários desses acadêmicos tinham ou têm uma influência muito maior que a nossa nas políticas de educação.
Por meio deste blog, contarei algumas histórias que testemunhei e tentarei mostrar nossa realidade com leveza.
MEUS COLEGAS DE TRABALHO E ALUNOS PODEM FICAR TRANQUILOS, PORQUE SUAS IDENTIDADES FORAM PRESERVADAS.

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